CÃO-GUIA: CONHEÇA ESSE TRABALHO INCRÍVEL

Um cão-guia possibilita ao tutor viver com novos sentidos, é como uma extensão do corpo de uma pessoa deficiente visual.

Desde o ano passado, criamos uma cultura bem bacana de, no dia do nosso aniversário, unimos nossas forças com alguma causa muito importante. Dessa vez, nós juntamos com o Instituto Magnus para abordar a inclusão social da pessoa com deficiência visual por meio do cão-guia.  E você pode ver como foi essa parceria aqui!
 
O nível de autonomia, independência e liberdade que um cão-guia traz é imensurável. Ele possibilita ao tutor viver com novos sentidos! E para ficarmos mais por dentro desse assunto, fizemos um entrevista com a Camila (pessoa com deficiência visual) para entender como funciona o convívio com o Astor, cão-guia treinado pelo Instituto Magnus e companheiro dela.
 
Camila é deficiente visual há 14 anos, e antes do Astor, teve outro cão-guia que ficou com ela durante 10 anos e depois se aposentou. Depois chegou o Astor, com um ritmo diferente, pois ele estava mais novo então o período de adaptação foi mais complicado no início, visto que, a maneira que cada cão-guia trabalha é diferente, além de ter a questão de como confiar no animal, da certeza de saber o que ele está fazendo. Camila nos disse que “quando acontece a certeza que eles sabem o que estão fazendo é uma sensação muito mágica, o nível de autonomia, liberdade e de prazer que apenas com a bengala não era possível sentir.”
 
Logo de início perguntamos para ela quais eram as maiores dificuldades dela no dia a dia, pelo fato de que a sociedade não possui muitas informações sobre o trabalho do cão-guia e seus direitos. Em sua resposta, ela falou que “o seu maior problema não tem a ver com a sua deficiência visual, e sim com a maneira de como as pessoas lidam com ela.” Sendo que em termos de adaptação, no dia a dia, ela conseguiu lidar de maneira mais fácil, o mais difícil mesmo é lidar com o preconceito das pessoas.
 
“o maior problema não tem a ver com a deficiência visual, e sim com a maneira de como as outras pessoas lidam com ela.”
 
Hoje em dia, muita gente já sabe quais as funções do trabalho de um cão-guia, mas ainda ignoram os direitos deles, e com isso consequentemente os direitos da pessoa com deficiência visual. Durante a conversa, Camila falou para a gente que ainda sofre dificuldades ao pegar algum transporte na rua, ao tentar entrar em algum supermercado, farmácia, restaurantes, entre vários outros lugares que ela tem livre acesso de circulação previsto por lei. Em algumas situações, pedem para ela deixar o Astor do lado de fora, mas nas palavras dela “ao deixar ele de fora uma parte minha também fica“.
 
Durante a conversa, ao falarmos do nosso slogan ‘Connecting Dogs and People”, percebemos que ele se encaixa perfeitamente na relação da pessoa com deficiência visual com o seu cão-guia. Camila nos disse que quando sai sem o Astor, para um lugar com mais movimentação como um show, por exemplo, sente que está faltando uma parte dela. Por isso às vezes não tem vontade de ir se ele não puder acompanhar, pois a relação de independência e autonomia que ele trás para ela é muito grande.
 
Ao entrarmos no assunto em que muitas pessoas acham que, pelo fato do cão estar exercendo uma função específica, ele não é feliz, Camila nos explicou que isso “baseia-se muito na relação que os humanos estabeleceram com certo tipo de trabalho, esquecendo o quanto uma função dá sentido para vida.” Os cães-guia passam muito tempo na rua, convivem com muita gente o tempo inteiro, passeiam muito, além de terem seus momentos de brincadeira como qualquer outro cachorro. Camila destacou a felicidade do Astor ao responder a um comando seu, ao encontrar o caminho certo ou a saída de algum estabelecimento.
 
Ficamos muito felizes de termos tido a oportunidade de conversar com a Camila e passar um pouco mais sobre o trabalho incrível que esses cães fazem, tornando a vida de muitas pessoas mais especial. 
 
Caso você queira saber mais sobre o trabalho dos cães-guia e como ajudar nesse processo, você pode entrar no site do Instituto Magnus e no blog deles. 
 

Por Carolina Mendonça

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