5827813.3a81a9f.93b0415d0c1e41d8b1d22da355145332

DOENÇA DO CARRAPATO: O QUE É E COMO TRATAR.

Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail this to someonePrint this pagePin on PinterestShare on LinkedInShare on Google+

O médico veterinário Alexandre Figueiredo, do Blog Dicas Boas pra Cachorro, dá dicas para compreendermos a seriedade dessa doença. Confira a seguir e descubra como cuidar melhor das principais doenças do carrapato.

 

A Erliquiose (Erhlichia canis) e a Babesiose (Babesia canis) são as principais doenças infecciosas transmitidas pelos carrapatos e foram popularmente chamadas de “Doença do Carrapato”, ainda que englobem mais de uma doença.

Apesar de serem duas doenças diferentes, os seus sintomas clínicos são relativamente semelhantes, com poucas variações entre as duas.

Essas duas doenças são potencialmente fatais em cachorros de todas as idades, raças e sexos.

Possuem sintomatologia clínica inespecífica, portanto o diagnóstico é bastante complexo e difícil para o clínico veterinário.

 

ERHLICHIA CANIS

 O carrapato Rhipicephalus sanguineus transmite a doença para os cachorros pela saliva. O período de incubação da doença pode variar de 1 a 3 semanas. Pode ser dividida em três estágios:

Aguda: dissemina-se do local da picada até o baço, o fígado e os linfonodos (causa aumento dos órgãos); depois, torna-se subclínica com baixa no número de plaquetas (trombocitopenia) branda; vasculite; a presença de anticorpos antiplaquetários podem exacerbar a trombocitopenia; baixa nas células de defesa (leucopenia) variável; anemia branda; a gravidade da doença depende do microorganismo.

Subclínica: o microorganismo persite e com isso a resposta dos anticorpos aumenta (hiperglobulinemia); também ocorre a persistência da trombocitopenia.

Crônica: a diminuição na produção da medula óssea (plaquetas e supressão da produção das células vermelhas do sangue – hemácias);

SINAIS CLÍNICOS

A duração dos sinais clínicos desde a doença aguda inicial até a manifestação, ou seja, apresentar os sintomas clássicos da doença – geralmente é maior que 2 meses.

Os sintomas clássicos da doença são à letargia, depressão, anorexia (redução ou perda do apetite), perda de peso, febre,

E em quadros mais evoluídos à sangramento espontâneo, angústia respiratória, incoordenação motora, inclinação da cabeça e até dor ocular (uveíte).

 

Lembre-se! O fato do seu cachorro apresentar os sintomas clássicos, não necessariamente ele estará com a doença do carrapato. Várias outras doenças apresentam os mesmos sinais clínicos!!! Portanto, leve logo o seu cachorro no veterinário de sua confiança para que ele seja examinado e que se façam os exames necessários para o correto diagnóstico!

 

Você pode saber mais sobre esses sintomas e sobre como acabar com carrapatos aqui!

 

BABESIOSE

A infecção pode ocorrer por transmissão indireta pelo carrapato, transmissão direta via transferência / transfusão sanguínea ou pela placenta. Ou seja, se a sua cadela está gestante e tem babesia, os filhotes que nascerem terão grande chance de ter a doença.

Os microorganismos infectam e replicam-se nas hemácias (células vermelhas do sangue), resultando em anemia tanto direta como hemolítica imunomediada (quando o sistema de defesa do animal interpreta que as suas próprias hemácias são “intrusos” e acaba destruindo-as, piorando mais ainda a anemia).

É provável que a anemia hemolítica imunomediada seja mais importante do ponto de vista clínico do que a hemólise induzida pelo parasita, já que a gravidade dos sinais não depende do grau de parasitemia.


SINAIS CLÍNICOS

Podem ser superagudos, agudos ou crônicos;

Alguns animais carreadores (que já foram infectados) não apresentam quaisquer sinais clínicos detectáveis.

Os principais sintomas clínicos são

à Letargia, anorexia, mucosas pálidas, febre, aumento de volume e tamanho do baço (esplenomegalia), aumento de linfonodos / “gânglios / ínguas”, icterícia (pele amarelada), perda de peso, fezes com coloração alterada.

A imunossupressão (a baixa de defesa do organismo) pode gerar sinais clínicos e parasitemia acentuada em cães com infecções crônicas.

TRATAMENTO e PREVENÇÃO de Erliquia e Babesia

Terapia com antibióticos específicos (durante no mínimo 21 dias), fluidoterapia e em pacientes gravemente anêmicos pode ser necessário transfusão sanguínea

Pode exigir a internação ou o cuidado ambulatorial, dependendo da gravidade da doença.

Após um animal ter sido infectado por Erhlichia canis, mesmo após o tratamento, ele ainda pode ter uma recaída se for novamente picado por um carrapato infectado

O diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação do seu cachorro!

O controle parasitário dos carrapatos torna-se importante para a remoção de todos os carrapatos aderidos à pele dentro de 24 horas da fixação/ infestação. Saiba como acabar com os carrapatos do seu cachorro aqui!

A evolução de aguda para crônica pode ser facilmente evitada por meio do tratamento eficaz e precoce; entretanto, muitos cães permanecem soropositivos e pode apresentar recidivas (mesmo anos mais tarde).

 

Consulte sempre seu veterinário antes de tomar qualquer atitude sobre a saúde do seu cachorro!

 

Texto: Dr. Alexandre Figueiredo do Blog Dicas Boas pra Cachorro

www.dicasboaspracachorro.com.br

Link para matéria: http://comoacabarcomcarrapatos.com.br/apresentacao-completa/

 

E aí, essa matéria agregou? Esperamos que sim! Se tiver dúvidas ou sugestões de matérias que gostaria de ver aqui no Blog da Zee, escreve pra gente! É só mandar um email para contato@zee-dog.com e vamos atrás da informação que você precisa.

Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail this to someonePrint this pagePin on PinterestShare on LinkedInShare on Google+

Comentários

SE VOCÊ CURTIU ESSE POST, INSCREVA-SE E SAIBA MUITO MAIS.

Promoções, dicas de nutrição, lugares, comportamento e mais, direto na sua caixa de e-mail.